domingo, 1 de janeiro de 2017

Hoje sonhei com você

Hoje eu sonhei  com vc...
Vivíamos  em  outra época...
Não tínhamos  tv,  nem  computador...
Nem celular... nem refrigerador. Nada
Na verdade, tínhamos  tudo!
Tínhamos Um ao outro...
Esperava  por ti ansiosa...
Fazíamos amor ao meio dia...
Banhados  de suor  e prazer.
Nada mais importava, pois  eu  tinha vc!
Hoje muito mudou ... tenho muito mais do
Que um dia imaginei...temos até um AP! Rs
E o melhor de tudo, ainda tenho vc!
Muito  mudou em mim, também... e em vc.
Mas o amor, esse eu tenho certeza,
Não acabou... até aumentou...
Quero voltar no tempo, resgatar a simplicidade da vida, esquecer o que tem na carteira...
Beijos são de graça, gemidos tmb...
Quero um abraço apertado e um “Eu te  amo sussurrado” bem ao pé do meu ouvido...  
Quero te amar como se não houvesse amanhã... sem hora pra acordar... Sem medos, nem pudores Apenas extrapolar todo amor inebriante  que inunda meu coração... 
É muito, é tanto... que facilmente eu perderia a razão...
Quero vc, como no primeiro dia... lá naquela esquina onde um dia eu te vi pela primeira vez...
Onde descobri que tinha sido arrebatado por um sentimento imensamente maior que minhas convicções...
Quero viver esse amor com a mesma certeza que tive, lá naquela esquina,  de que um dia serias meu... 
Quero um beijo como aquele que ganhei... um beijo seu... o primeiro , o mais ardente o melhor de vc passado pra mim! 
Lembro  como se fosse ontem o gosto doce, o abraço forte...o coração palpitar... e agora, toda paixão vem a tona... 
Ainda tá aqui, maculada... mas as vezes sinto medo de te sufocar... então a guardo e me resguardo...

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Sem você

901389.jpg (750×530)
Os dias mais difíceis são aqueles sem você
Falta o riso,  falta o doce,sem você me falta o ar
Não importa se me encontro rodeada, entretida
Sem você sou amputada, adoecida,para a morte falta nada

Sua falta é tão concreta quanto o chumbo
Tão doída quanto a morte por acaso
Sua ausência se espande como o nada
Deixa tudo esvaziado, é silêncio, é solidão

Sem você sou um ser em desalento
Dói a alma, finda as forças, esmorece o coração
Não me resta nada além do que o tempo
Te esperar cada segundo no meu mundo de ilusão.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Esperança


Uma brisa que chega quando tudo parece perdido
Alimenta a fome, mata a sede...
Impõe sua vontade de lutar...
Nos obriga a resistir

Sempre traz boas lembranças...
Lutas travadas... vitórias conquistadas...
Um alento... um chamego...
Um calor que invade o peito

Chega sempre desesperada...
Devolvendo os sonhos...
Refazendo os castelos...
Juntando até mesmo o menor dos cacos

O seu nome esperança...
Linda, faceira... criança...
Sem o peso da angustia...
Apenas uma certeza... de que pra tudo tem jeito.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Receita de Ano Novo!


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
Para você ganhar um ano
Não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
Mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
Novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
Novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
Mas com ele se come, se passeia,
Se ama, se compreende, se trabalha,
Você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
Não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
Passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
Para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
Pelas besteiras consumadas
Nem parvamente acreditar
Que por decreto da esperança
A partir de janeiro as coisas mudem
E seja tudo claridade, recompensa,
Justiça entre os homens e as nações,
Liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
Direitos respeitados, começando
Pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
Que mereça este nome,
Você, meu caro, tem de merecê-lo,
Tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
Mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
Cochila e espera desde sempre.

Poema belíssimo de grande Carlos Drummond de Andrade