terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Esperança


Uma brisa que chega quando tudo parece perdido
Alimenta a fome, mata a sede...
Impõe sua vontade de lutar...
Nos obriga a resistir

Sempre traz boas lembranças...
Lutas travadas... vitórias conquistadas...
Um alento... um chamego...
Um calor que invade o peito

Chega sempre desesperada...
Devolvendo os sonhos...
Refazendo os castelos...
Juntando até mesmo o menor dos cacos


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Alma de poeta



É como nuvem que desmancha ao menor toque
Brisa leve, quente e desprovida
Raios fundos, solares, que perfuram
Tira o doce, trazendo todo o amargo

É melodia dentre o som desvencilhado
É alegria entre os gritos transtornados
Vira  magia... sendo o truque, o mais infame
Traz novo fôlego a  uma alma inanimada

É como o gosto de café na alvorada
De nada serve, mas nos traz de volta a vida
E lua  prateada em despedida
Aumenta a dor e faz da noite uma inimiga

Cansada da impunidade do mundo!

   Até hoje eu hesitava em achar que o mundo realmente fosse acabar por agora...
   Bem, a dura realidade, a visão clara do mundo atual só me faz ter esperanças de que esse fim logo chegue.
   As pessoas deixaram que o mal se sobrepusesse; claro, há raras exceções... Heróis que lutam desesperadamente para não entrar no breu que o mundo se tornou.
   Me sinto sozinha nesse mundo, sem condições de proteger os meus... com uma sensação de impotência aterradora. Um nojo que me faz quase vomitar...
   O mundo está povoado por seres humano sem almas... seres desumanos! Destruindo famílias, pela droga ou pela perda de seus entes queridos...
  Que roubam, estupram... torturam... matam... brincam de Deus!
   Pobres almas perdidas, tenho até pena em imaginar o fim dos seus espectros mulambentos...
   Almas atormentadas, indeterminadamente, pelas vidas ceifadas, pelo peso dos atos cruéis cometidos em vida... Almas podres, fétidas ... sem nenhuma gratidão.
   Sinto pena de vcs, seres imundos!!!
   Quando a vida não for suficiente pra lhes castigar, todas as outras dimensões o serão... e há tantas... que precisaria de mil vidas, para tanto sofrimento... mil corpos para tantas chicotadas... Oh pobres almas indefesas... pensam que a impunidade do mundo perdurará por toda eternidade. Nem imaginam que além existe o joio, o verdadeiro, o correto, o que nunca falha. Não se compara a falha justiça desse mundo.
    Só me resta esperar que tudo tome o seu lugar.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Dor




Um gosto amargo na boca
Amargando todo  o sangue
Me sinto petrificada, assutada...
No limite da razão

Doi tanto, que me falta até o ar
As costelas, antes protetoras
Parecem agora divertir-se
Em perfurar, dilascerar...

Por que me deixei te amar
Se eu sempre soube que um dia tudo  cai
Os meus sonhos... os meus planos...
Nem o chão é o limite...