quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mais um dia...




Dias vão e vem...são apenas recomeços
No contexto, simples prendas de presente...
Trás à vida, outra chance na alvorada.
                               
Nascem feito risos leves, inocentes, sem sinais...
Com o sol, aliado genioso, só me trás de volta ao mundo...
À um mundo sem caminho, sem certeza, sem destino.

Sendo meros responsáveis pela luz da esperança...
Que acalma, que abranda, que renova nossas lutas...
Como assim, iria eu, controlar o desespero?
Se não fosse essa certeza de viver um dia inteiro
E reparar as avarias...

Oh! dias incansáveis, não me deixe assim tão cedo...
Tenho linhas pra traças, tenho xales pra tecer...
Assim, só de brincadeira, tenho a vida pra viver.

Qual sereno podes ser?
Mas não me sejas por demais, pois bem gosto da euforia...
De sugar de mais um dia,  toda luz, todo prazer.

Mas de certo , eu te ordeno: Vá, mas volte bem cedo!
Leve junto os infortúnios que hão sempre de aparecer...
E assim, quando na noite sossegar,  bradando a senhora do tempo...
Lembre de mim , aqui no meu leito tranquilo, por certo, repouso inquieta...
E dos ninhos, das flores... de todos seres viventes que esperam pra renascer.
                                                                                        (Sandra Cotting)

quarta-feira, 27 de março de 2013

Folhas ao vento





Voei  pra longe, eu sei...
E onde um dia eu tive um porto
Deixei  marca tatuada
Fui mais leve do que pude sustentar

Voei  depressa, insegura...
Na Incerteza de um tempo sem parada
Embalada em nostalgia
Me esvai , me fiz rogada...

E num mundo  onde o sol
Renasce preguiçoso,
Traz  as perdas do outono
E  as flores da esperança...

Veio alegre, debochado,
Um certo brilho,  um certo olhar...
Uma torrente inesperada
A magia de  amar...



sábado, 23 de março de 2013

Versos ao tempo




Um dia conheci  um garoto
De coração ressabiado...
Que se dizia mal de tudo...
Mas que de vero, era um achado...

Coração doce de criança...
De uma malícia imaculada...
De quem só vive da esperança...
De um amor na alvorada...

Um garoto triste e tolo...
Por se achar mal censurado...
És melhor que o suprassumo...
Com seu brilho enclausurado...

Um dia tive a alegria...
De viver entre seus sonhos...
Hoje sou só a saudade...
Que a vida nos traz aos prantos...

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Saudades da minha infância


Ai que saudade malvada
Da minha infância gostosa
das noites enluaradas
das tardes de animação

Da vida, eu nada esperava
Apenas as brincadeiras
Com pressa eu  ansiava
sonhando com a diversão

Menina, eu desejava
Que as manhãs nunca acabassem
Dos cheiros inebriada
Das prendas de minha mãe

Saudades que dói no peito
De um tempo que volta jamais
Da leveza e doçura da infância
Que a vida deixou pra trás.